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DOW-UAP-PR123 a DOW-UAP-PR127 - Os Cinco Vídeos do Pacífico: O Governo Admitiu que o Material Foi Alterado ⏱ 16 min

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Os Cinco Vídeos do Pacífico: O Conjunto DOW-UAP-PR123 a PR127 e os 400 km Entre Duas Gravações Simultâneas

Em agosto de 2026, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos publicou cinco arquivos de vídeo referentes a um mesmo episódio ocorrido em 2019, em pleno Oceano Pacífico.

Eles receberam as identificações DOW-UAP-PR123 a DOW-UAP-PR127. Somados, totalizam sete minutos e vinte e seis segundos de gravação.

Os cinco documentos oficiais afirmam, com as mesmas palavras, que as mídias foram capturadas contemporaneamente — ou seja, durante o mesmo episódio.

Mas dois deles trazem coordenadas geográficas. E esses dois pontos estão separados por cerca de 400 quilômetros de oceano aberto.

Essa discrepância não é mencionada em nenhum dos documentos. Não é explicada, não é comentada e, até onde apuramos, não foi notada em nenhuma cobertura do caso.

Ela muda a escala do que está sendo descrito.

O conjunto, item por item

Todos os cinco arquivos compartilham a mesma origem institucional: a Força-Tarefa de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPTF) da Marinha dos Estados Unidos os transferiu ao Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO) em 2022.

E todos trazem a mesma advertência: a mídia foi digitalmente alterada antes de ser relatada ao AARO e é apresentada conforme foi recebida.

RegistroDuraçãoNatureza da gravaçãoCoordenadas
PR1231 min 4 sCaptura secundária de display de sensor infravermelhoNão divulgadas
PR12453 sCaptura secundária de display de sensor infravermelhoNão divulgadas
PR12528 sCaptura secundária de display de sensor infravermelho27,7558 / -135,8802
PR1262 min 32 sDispositivo portátil, condições de baixa luminosidade27,4443 / -131,8373
PR1272 min 29 sDispositivo portátil, por militar americanoNão divulgadas

O achado: 400 quilômetros

Vamos aos números.

PR125: latitude 27,7558 / longitude -135,8802
PR126: latitude 27,4443 / longitude -131,8373

A diferença de latitude é de 0,3115 grau — cerca de 35 quilômetros no eixo norte-sul.

A diferença de longitude é de 4,0429 graus. Naquela latitude, cada grau de longitude equivale a aproximadamente 98,6 quilômetros, o que resulta em cerca de 399 quilômetros no eixo leste-oeste.

A distância total entre os dois pontos é de aproximadamente 400 quilômetros — ou 216 milhas náuticas.

O rumo de PR125 para PR126 é de cerca de 095 graus: praticamente leste, com leve deslocamento ao sul.

Onde fica esse trecho de oceano

Para quem quiser localizar no mapa, a coordenada central aproximada do conjunto — o ponto médio entre PR125 e PR126 — é:

27,60 N / 133,86 W

A partir desse ponto:

ReferênciaDistância aproximadaDireção
San Diego, Califórnia~1.700 kmLeste-nordeste
Cabo San Lucas, Baja California~2.470 kmSudeste
Honolulu, Havaí~2.530 kmSudoeste

É mar profundo no Pacífico Nordeste, em águas internacionais, sem ilha, recife ou plataforma fixa por perto.

A região fica na faixa ampla atravessada pelo tráfego aéreo e marítimo entre a costa oeste norte-americana e o Havaí — o que significa que não é um vazio absoluto, ainda que seja oceano aberto.

Essa observação geográfica é derivada das coordenadas do registro e não consta de nenhuma avaliação oficial.

Dois tipos de gravação no mesmo conjunto

Uma leitura atenta revela que os cinco arquivos não são todos da mesma natureza.

Grupo A — Gravações de tela (PR123, PR124, PR125)

Os três primeiros são descritos de forma idêntica: captura secundária, feita com dispositivo portátil, do display de um sensor infravermelho a bordo de uma plataforma militar americana.

Ou seja: alguém apontou uma câmera para um monitor.

Os documentos são explícitos quanto às limitações. O material não representa os dados nativos do sensor primário, e o método secundário introduz perdas de fidelidade, resolução e qualidade visual, com artefatos como desfoque e cintilação.

A linguagem das descrições reflete isso: fala-se em "o sensor gira para acompanhar" e em "área de contraste".

Grupo B — Filmagem direta (PR126, PR127)

Os dois últimos são descritos de outro modo.

PR126 informa apenas que foi capturado por dispositivo de gravação portátil, acrescentando que as condições de baixa luminosidade influenciam a qualidade visual geral. PR127 registra que a gravação foi feita por dispositivo portátil utilizado por um membro das Forças Armadas.

Nenhum dos dois menciona display de sensor infravermelho.

E as descrições falam em "a câmera realiza uma panorâmica" e em "aparentes fontes de luz".

Uma inconsistência não resolvida

A descrição de PR126 tem uma particularidade que merece registro.

Ela começa falando em "a câmera realiza uma panorâmica". Mas, a partir de 00:54, muda de vocabulário: "o sensor amplia a imagem" e, depois, "o sensor reduz o nível de ampliação".

Câmera e sensor aparecem como se fossem a mesma coisa.

Pode significar que o dispositivo portátil possuía zoom óptico. Pode significar que alguém filmava um sistema de sensor que estava sendo operado simultaneamente. Ou pode indicar apenas que a descrição foi redigida combinando modelos de texto diferentes.

O documento não esclarece.

O que cada gravação descreve

PR125 — 28 segundos, uma área de contraste

A descrição oficial, na íntegra:

00:00–00:05 — Uma área de contraste permanece geralmente centralizada no campo de visão do sensor.
00:06–00:09 — A área de contraste desloca-se para a esquerda.
00:10–00:15 — A área de contraste perde nitidez em relação ao fundo.
00:16–00:22 — Uma área de contraste aparece no campo de visão. O sensor se movimenta para acompanhá-la, mantendo-a no centro do quadro.
00:23–00:28 — A área de contraste permanece geralmente centralizada.

PR126 — 2 minutos e 32 segundos, múltiplas fontes de luz

00:00–00:08 — A câmera realiza uma panorâmica em relação ao fundo, trazendo duas aparentes fontes de luz para o quadro, a partir do canto superior esquerdo. O dispositivo focaliza as fontes, mantendo-as geralmente no centro.
00:09–00:53 — A câmera continua a panorâmica. Durante o movimento, diversas aparentes fontes de luz entram e saem repetidamente do campo de visão.
00:54–01:23 — O sensor amplia a imagem da fonte de luz localizada no canto inferior esquerdo e ajusta para trazê-la ao centro.
01:24–02:32 — O sensor reduz a ampliação e continua acompanhando as fontes. Diversas fontes entram e saem repetidamente do quadro.

PR123 e PR127 — descrições parciais

Não foi possível reunir as descrições completas desses dois registros para este artigo.

Do PR127 consta que, entre 00:00 e 00:17, a câmera realiza panorâmica para acompanhar uma aparente fonte de luz.

Ambos seguem a mesma estrutura descritiva dos demais.

A linguagem que o governo escolheu

Aqui está o elemento mais revelador de todo o conjunto, e ele é vocabular.

Percorra as descrições dos cinco arquivos e conte quantas vezes aparece a palavra objeto.

Nenhuma.

O que aparece é "área de contraste" e "aparente fonte de luz".

Os documentos fecham o cerco explicitamente. A descrição é fornecida apenas para fins informativos e não deve ser interpretada como reflexo de julgamento analítico, conclusão investigativa ou determinação factual sobre a validade, natureza ou significado do evento.

E mais: a classificação como UAP não determina a origem ou natureza do que foi observado e não constitui, por si só, evidência de origem extraterrestre ou tecnologia não humana.

A frase que compromete todo o conjunto

Os cinco documentos trazem, sem exceção, a mesma advertência:

"A mídia foi digitalmente alterada antes de ser relatada ao AARO e é apresentada conforme foi recebida."

Três consequências decorrem disso.

A cadeia de custódia está quebrada. Alguém processou o material antes que o órgão responsável o recebesse. Os documentos não informam quem, quando, com qual ferramenta ou com que finalidade.

A AARO publicou o material como o recebeu. Não tentou revertê-lo ao estado original — o que é metodologicamente honesto, mas significa que o público tem acesso apenas à versão modificada.

Qualquer análise feita hoje incide sobre material alterado.

Por que a alteração é um problema técnico sério

Em outros arquivos da mesma série de vídeos do PURSUE aparecem cartelas indicando o tipo de processamento aplicado — expressões como realce de limiar de borda para tentar destacar a forma do UAP, e imagem estabilizada, com nitidez e contraste aumentados.

São operações de realce. E realce aplicado a uma mancha difusa produz um efeito conhecido e enganoso.

Aumentar nitidez e aplicar limiar de borda a um borrão cria contornos que não existiam nos dados originais. O algoritmo precisa decidir onde a mancha termina e o fundo começa — e desenha essa fronteira. O resultado tem aparência de forma definida: casco, estrutura, veículo.

Não porque exista um veículo. Porque o software foi instruído a desenhar bordas.

O que o conjunto não contém

Para material que circula como evidência, vale inventariar as ausências. Elas são notáveis.

Nenhuma identificação de plataforma. Não se sabe se era navio, aeronave de patrulha, helicóptero ou outra coisa — nem se era uma só.

Nenhuma data precisa. Apenas "2019".

Nenhuma unidade, tripulação ou testemunha identificada.

Nenhuma telemetria. Sem altitude, azimute, elevação, distância estimada, rumo ou velocidade das plataformas, é impossível reconstruir a geometria das observações. E, sem geometria, é impossível calcular tamanho, distância ou velocidade do que quer que apareça nas imagens.

Nenhum dado nativo de sensor. Os documentos são explícitos: o que existe são gravações secundárias e filmagens portáteis.

Nenhum registro de radar associado é mencionado.

Nenhum relato de testemunha acompanha o material.

Nenhuma análise. Nenhuma hipótese é avaliada, nenhuma é descartada, nenhuma conclusão é oferecida.

Uma associação equivocada que já circula

Vale antecipar uma confusão previsível.

O ano de 2019 é conhecido na cronologia UAP por uma série de incidentes com enxames de objetos não identificados sobre contratorpedeiros da Marinha americana — episódios ocorridos em julho daquele ano, nas proximidades das ilhas do Canal, ao largo do sul da Califórnia.

Este conjunto não tem relação documentada com aqueles eventos.

As coordenadas conhecidas de PR125 e PR126 ficam entre 1.500 e 1.900 quilômetros dos locais dos incidentes californianos. São áreas de oceano inteiramente distintas, e nada nos documentos liga um caso ao outro.

Associar os dois apenas porque compartilham o ano é o tipo de costura indevida que transforma arquivos em narrativa.

O que se pode afirmar

Está documentado que existem cinco arquivos de vídeo autênticos, identificados como DOW-UAP-PR123 a PR127, transferidos da UAPTF para a AARO em 2022 e publicados pelo governo americano em 2026; que somam sete minutos e vinte e seis segundos; que se referem a um episódio ocorrido em 2019 no Pacífico; que três deles são gravações de display de sensor infravermelho e dois são filmagens com dispositivo portátil; que todos foram digitalmente alterados antes de chegar à AARO; e que dois deles registram coordenadas separadas por cerca de 400 quilômetros.

Está descrito, em linguagem deliberadamente neutra, o comportamento de áreas de contraste e de aparentes fontes de luz ao longo das gravações.

Não está estabelecido o que produziu essas áreas de contraste e fontes de luz. Se correspondem a objetos físicos. Que tamanho, distância ou velocidade teriam. Quantas plataformas participaram. Como se concilia a simultaneidade declarada com a separação geográfica. Quem realizou a alteração digital, quando e por quê.

Não há qualquer sustentação para afirmações sobre origem não humana. Os próprios documentos as excluem expressamente.

Conclusão

O conjunto do Pacífico é, provavelmente, o melhor exemplo disponível do estado atual da divulgação de arquivos UAP.

Há material real, autêntico e público. Sete minutos e meio de imagens, cinco arquivos, disponíveis para download gratuito, de domínio público.

E há, ao mesmo tempo, a ausência sistemática de tudo o que permitiria analisá-los: plataforma, telemetria, data, dados nativos, relatos, análise.

O resultado é um arquivo que pode ser assistido por qualquer pessoa e estudado por ninguém.

Os cinco registros permanecem sem identificação — no sentido mais literal possível do termo.

Ficha do conjunto

InformaçãoDado
IdentificaçõesDOW-UAP-PR123 a DOW-UAP-PR127
Quantidade5 arquivos de vídeo
Duração total7 min 26 s
Ano do evento2019
LocalOceano Pacífico Nordeste, águas internacionais
Coordenada central aproximada27,60 N / 133,86 W
Separação entre PR125 e PR126~400 km (216 milhas náuticas), rumo ~095°
Origem institucionalUAPTF (Marinha) → AARO, em 2022
Alteração digitalSim, admitida, antes da entrega à AARO
Dados nativos de sensorNão disponíveis
TelemetriaNão disponível
Plataforma identificadaNão
Radar associadoNão mencionado
Análise oficialNenhuma
ClassificaçãoNão resolvido
HospedagemDVIDS e war.gov/UFO, domínio público

Fontes e referências

Registros analisados

DOW-UAP-PR123 a DOW-UAP-PR127 — Unresolved UAP Report, Pacific Ocean, 2019. All-domain Anomaly Resolution Office. Publicados pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos em war.gov/UFO, com hospedagem no Defense Visual Information Distribution Service (DVIDS). Domínio público.

Identificadores de vídeo no DVIDS localizados: PR123 (1017805), PR125 (1017788), PR126 (1017790), PR127 (1017791).

Contexto institucional

Unidentified Anomalous Phenomena Task Force (UAPTF), Marinha dos Estados Unidos, estabelecida em 2020.
All-domain Anomaly Resolution Office (AARO), estabelecido em 2022, sucessor da UAPTF.
Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters (PURSUE) — programa sob o qual o material foi divulgado.

◉ ARQUIVO DE EVIDÊNCIAS

Evidências do Caso

Registros oficiais, gravações e documentos vinculados a este dossiê. Créditos junto a cada item.

Filmagem capturada por um dispositivo de gravação portátil por um membro das Forças Armadas dos EUA em 2019. FONTE: HTTPS://WWW.WAR.GOV/UFO/
UAP detectada em infravermelho por plataforma militar EUA em 2019 FONTE: HTTPS://WWW.WAR.GOV/UFO/
UAP detectada em infravermelho por plataforma militar EUA em 2019 FONTE: HTTPS://WWW.WAR.GOV/UFO/
COORDENADAS CATALOGADAS NO GLOBO 3D
◎ LOCALIZAR NO GLOBO — CONJUNTO DE CINCO REGISTROS UAP — OCEANO PACÍFICO, 2019 (DOW-UAP-PR123 A PR127)
Nota Editorial

Este artigo é baseado em relatos documentados, investigações oficiais, depoimentos de testemunhas e fontes acadêmicas e jornalísticas verificáveis, listadas ao final do texto.

O Casos Ufológicos não afirma nem nega a existência de vida extraterrestre ou de tecnologia de origem não humana. Nossa missão é apresentar o que está documentado e deixar que você forme sua própria conclusão.

Erros, omissões ou sugestões: contato@casosufologicos.com.br

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